Quando uma carga se perde, a primeira pergunta não é "quanto custa repor", é "de quem é a apólice que cobre isso". A resposta muda conforme a causa da perda e conforme quem contratou o quê. É por isso que embarcador e transportadora não podem contar com o seguro um do outro: são apólices diferentes, para riscos diferentes.
O seguro do embarcador
O Transporte Nacional (TN) é contratado pelo próprio dono da mercadoria, o embarcador. Ele cobre a carga independentemente de culpa do transportador contratado, desde que a carga tenha sido averbada. É a proteção que o embarcador controla diretamente, sem depender da apólice de terceiros.
O seguro da transportadora
RCTR-C e RC-DC são contratados pela transportadora, e cobrem riscos diferentes: o RCTR-C cobre dano por acidente, o RC-DC cobre roubo e furto. Se a transportadora não tiver essas coberturas em dia, ou se o sinistro cair numa exclusão da apólice dela, o embarcador que não tiver o próprio TN fica sem nenhuma cobertura.
Por que ter só um lado protegido não é suficiente
Um embarcador que confia inteiramente no seguro da transportadora está apostando que a apólice dela está em dia, que cobre exatamente aquele tipo de perda, e que não vai haver disputa sobre responsabilidade. O TN existe para tirar essa aposta da equação: com ele, a mercadoria está protegida em nome do próprio dono, sem depender de apurar de quem foi a culpa.
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